Tecnologia, Ciência, Cultura e Notícias. Wasim Syed. Ribeirão Preto, São Paulo.
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Síria, Rússia e a verdade 


Timothy Bancroft-HincheyPravda.Ru
Texto original: Pravda.ru

É agora claro que a mídia ocidental está a tentar moldar a opinião pública contra a Rússia, usando a Síria, ou contra a Síria, usando a Rússia, o inimigo eterno da Guerra Fria (depois de perder 26 milhões de almas ao libertar a Europa do fascismo, um detalhe que sempre esquecem). É o público ocidental realmente tão fácil de enganar?Para adquirir uma imagem real e verdadeira do que está acontecendo na Síria, vamos usar fontes sírias e não a mídia ocidental e vamos lembrar também que existe uma coisa chamada responsabilidade nos meios de comunicação.Em meus trinta e cinco anos como jornalista trabalhando nos meios de comunicação impressos e eletrônicos e também na produção de documentários para a televisão, depois de trabalhar em jornais diários e semanais, revistas mensais e agências de notícias na internet, eu fiquei ao longo dos anos a par de informações que se eu tivesse usado, teria destruído carreiras. Eu usei-as? Não usei, não.Por quê? Porque eu acredito em algo chamado responsabilidade dos e nos meios de comunicação, porque acredito que decência e bom jornalismo podem e devem trabalhar em conjunto se quisermos acordar de manhã e se sentirmos bem quando vemos o reflexo no espelho e porque eu não acredito que você tem que vender sua alma ao Diabo, inserir um microfone em um vaso sanitário ou inventar puras mentiras descaradas para
vender um jornal.No entanto, nestes dias, é um pouco mais complicado do que isso, não é? Não tem a ver mais com paparazzi a tirarem/baterem fotografias atrevidas ou invasivas de alguém deitada no sofá com seu conselheiro financeiro fazendo com ela o que todos os consultores financeiros fazem com seus clientes.

Manipulação e propaganda sim, notícias nãoLembrem-se do Iraque? Saddam Hussein estava tentando obter urânio “yellowcake” da “Nigéria” (país produtor é, de facto, Níger)? Lembrem-se das “provas” de que Saddam Hussein estava escondendo armas de destruição maciça? Lembrem-se quando Bush o chamou de mentiroso? Lembrem-se da “prova” de que ele representava uma ameaça direta e imediata para os EUA e seus aliados?Lembrem-se do facto de que as “provas” de Colin Powell na ONU revelaram-se fotografias de fábricas de leite, que a “prova directa” provou ser uma tese de 10 anos, copiado e colado da Net, lembrem-se do suicídio do especialista Dr. David Kelly? Então, quem estava mentindo, Saddam Hussein quando ele disse que não tinha armas de destruição maciça ou Bush, quando ele disse que tinha?Em qual das histórias acreditaram?Lembrem-se do Afeganistão? “Nossos meninos estão lá para fazer as ruas de Washington e Londres lugares mais seguros”? De quem? Al Qaeda? Não tem havido um único elo credível entre Afeganistão e Al Qaeda há cerca de uma década. Estão lutando no Afeganistão contra os talibãs e eles estão simplesmente defendendo seu país contra estrangeiros. E ao que parece, bárbaros e assassinos.Lembrem-se da entrevista que Mohammed Omar deu à revista paquistanesa Dawn ainda nos anos noventa (material que, claro, desapareceu da Internet), no qual ele afirmou que o Afeganistão seria atacado em breve (muito antes 2001/09/11)? Lembrem-se das intenções americanas para construir oleodutos e gasodutos em todo o Afeganistão para trazer o petróleo e as reservas de gás da Ásia Central? Lembrem-se da riqueza mineral do Afeganistão?
Em qual das histórias acreditaram?Lembrem-se da Líbia? Lembrem-se das histórias que o coronel Gaddafi estava indiscriminadamente bombardeando civis inocentes e bombardeando cidades, matando centenas de pessoas? Lembrem-se de quando isso tudo foi provado ser uma carga de disparates?Lembrem-se dos franceses em pânico porque as Forças Armadas da Líbia estavam a dois dias de uma vitória sobre os terroristas que o ocidente havia apoiado contra o Estado? Lembrem-se o que esses terroristas fizeram? Cortaram os seios das mulheres, estupraram-nas, incendiaram prédios, assassinaram, empalaram meninos com barras de ferro, cortaram as gargantas dos negros e fizeram limpeza étnica. Lembrem-se quem os chamou de “combatentes da liberdade” ou “militantes” e aplaudiram o que eles fizeram?Lembrem-se da proposta UNO para a concessão ao Muammar al-Qathafi com um prêmio especial por seu registo humanitáriocom seus projetos Pan-africanos? Lembrem-se de seus sistemas de satélites que ele financiou trazendo tele-medicina para o alcance de todos os africanos em todo o continente? Lembrem-se de seu programa de e-aprendizagem, financiado por ele, para que africanos tivessem acesso ao conhecimento e para que não ficassem analfabetas digitais? Em qual das histórias acreditaram?E agora voltamo-nos para a Síria, muito no foco dos canais de notícias e jornais. Na noite passada eu assisti a um debate no canal SKY News, cujas mentiras durante as campanhas da Líbia e da Síria têm relegado nos meus olhos este canal simplesmente a uma fonte de propaganda corporativa e nada mais; eu fiquei chocado com a ingenuidade e superficialidade dos comentários, ou foi uma tentativa sinistra de manipulação da opinião pública?Assim, e se alguém começasse a contar a verdade sobre a Síria? Se alguém começasse a dizer que o “Governo Assad” está ​lutando contra terroristas armados pelo Ocidente para derrubar o Governo porque o Ocidente quer obter uma posição na Síria, como o último degrau antes de atacar Irão, enquanto o Hamas e o Hezbollah são massacrados, e enquanto a última base russa no Mediterrâneo é desmontada por um regime sírio amigavel ao Ocidente?E se alguém começasse a relatar os factos a partir do interior da Síria, não conjecturando que todos os assassinatos são da responsabilidade das tropas do Governo. E os três mil policiais e forças de segurança assassinados? Por quem? Civis inocentes e desarmados? Como os “civis desarmados” na Líbia, suponho?Se não se armar terroristas e soltá-los contra um Estado soberano, o Estado soberano não tem que se defender, pois não? Culpar a Rússia por “armar Assad” é ​​tão ridículo quanto não aceitar a culpa por armar terroristas dentro da Líbia e na Síria e não aceitar a responsabilidade total para tudo que eles fizeram e continuam a fazer. A Rússia tem tropas no chão, na Síria? Não? Então, por quê o ocidente tem, e por quê tiveram tropas na Líbia?
Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru
Texto original: Pravda.ru
É agora claro que a mídia ocidental está a tentar moldar a opinião pública contra a Rússia, usando a Síria, ou contra a Síria, usando a Rússia, o inimigo eterno da Guerra Fria (depois de perder 26 milhões de almas ao libertar a Europa do fascismo, um detalhe que sempre esquecem). É o público ocidental realmente tão fácil de enganar?

Para adquirir uma imagem real e verdadeira do que está acontecendo na Síria, vamos usar fontes sírias e não a mídia ocidental e vamos lembrar também que existe uma coisa chamada responsabilidade nos meios de comunicação.

Em meus trinta e cinco anos como jornalista trabalhando nos meios de comunicação impressos e eletrônicos e também na produção de documentários para a televisão, depois de trabalhar em jornais diários e semanais, revistas mensais e agências de notícias na internet, eu fiquei ao longo dos anos a par de informações que se eu tivesse usado, teria destruído carreiras. Eu usei-as? Não usei, não.

Por quê? Porque eu acredito em algo chamado responsabilidade dos e nos meios de comunicação, porque acredito que decência e bom jornalismo podem e devem trabalhar em conjunto se quisermos acordar de manhã e se sentirmos bem quando vemos o reflexo no espelho e porque eu não acredito que você tem que vender sua alma ao Diabo, inserir um microfone em um vaso sanitário ou inventar puras mentiras descaradas para


vender um jornal.

No entanto, nestes dias, é um pouco mais complicado do que isso, não é? Não tem a ver mais com paparazzi a tirarem/baterem fotografias atrevidas ou invasivas de alguém deitada no sofá com seu conselheiro financeiro fazendo com ela o que todos os consultores financeiros fazem com seus clientes.


Manipulação e propaganda sim, notícias não

Lembrem-se do Iraque? Saddam Hussein estava tentando obter urânio “yellowcake” da “Nigéria” (país produtor é, de facto, Níger)? Lembrem-se das “provas” de que Saddam Hussein estava escondendo armas de destruição maciça? Lembrem-se quando Bush o chamou de mentiroso? Lembrem-se da “prova” de que ele representava uma ameaça direta e imediata para os EUA e seus aliados?

Lembrem-se do facto de que as “provas” de Colin Powell na ONU revelaram-se fotografias de fábricas de leite, que a “prova directa” provou ser uma tese de 10 anos, copiado e colado da Net, lembrem-se do suicídio do especialista Dr. David Kelly? Então, quem estava mentindo, Saddam Hussein quando ele disse que não tinha armas de destruição maciça ou Bush, quando ele disse que tinha?

Em qual das histórias acreditaram?

Lembrem-se do Afeganistão? “Nossos meninos estão lá para fazer as ruas de Washington e Londres lugares mais seguros”? De quem? Al Qaeda? Não tem havido um único elo credível entre Afeganistão e Al Qaeda há cerca de uma década. Estão lutando no Afeganistão contra os talibãs e eles estão simplesmente defendendo seu país contra estrangeiros. E ao que parece, bárbaros e assassinos.

Lembrem-se da entrevista que Mohammed Omar deu à revista paquistanesa Dawn ainda nos anos noventa (material que, claro, desapareceu da Internet), no qual ele afirmou que o Afeganistão seria atacado em breve (muito antes 2001/09/11)? Lembrem-se das intenções americanas para construir oleodutos e gasodutos em todo o Afeganistão para trazer o petróleo e as reservas de gás da Ásia Central? Lembrem-se da riqueza mineral do Afeganistão?
Em qual das histórias acreditaram?

Lembrem-se da Líbia? Lembrem-se das histórias que o coronel Gaddafi estava indiscriminadamente bombardeando civis inocentes e bombardeando cidades, matando centenas de pessoas? Lembrem-se de quando isso tudo foi provado ser uma carga de disparates?

Lembrem-se dos franceses em pânico porque as Forças Armadas da Líbia estavam a dois dias de uma vitória sobre os terroristas que o ocidente havia apoiado contra o Estado? Lembrem-se o que esses terroristas fizeram? Cortaram os seios das mulheres, estupraram-nas, incendiaram prédios, assassinaram, empalaram meninos com barras de ferro, cortaram as gargantas dos negros e fizeram limpeza étnica. Lembrem-se quem os chamou de “combatentes da liberdade” ou “militantes” e aplaudiram o que eles fizeram?

Lembrem-se da proposta UNO para a concessão ao Muammar al-Qathafi com um prêmio especial por seu registo humanitáriocom seus projetos Pan-africanos? Lembrem-se de seus sistemas de satélites que ele financiou trazendo tele-medicina para o alcance de todos os africanos em todo o continente? Lembrem-se de seu programa de e-aprendizagem, financiado por ele, para que africanos tivessem acesso ao conhecimento e para que não ficassem analfabetas digitais?

 Em qual das histórias acreditaram?

E agora voltamo-nos para a Síria, muito no foco dos canais de notícias e jornais. Na noite passada eu assisti a um debate no canal SKY News, cujas mentiras durante as campanhas da Líbia e da Síria têm relegado nos meus olhos este canal simplesmente a uma fonte de propaganda corporativa e nada mais; eu fiquei chocado com a ingenuidade e superficialidade dos comentários, ou foi uma tentativa sinistra de manipulação da opinião pública?

Assim, e se alguém começasse a contar a verdade sobre a Síria? Se alguém começasse a dizer que o “Governo Assad” está ​lutando contra terroristas armados pelo Ocidente para derrubar o Governo porque o Ocidente quer obter uma posição na Síria, como o último degrau antes de atacar Irão, enquanto o Hamas e o Hezbollah são massacrados, e enquanto a última base russa no Mediterrâneo é desmontada por um regime sírio amigavel ao Ocidente?

E se alguém começasse a relatar os factos a partir do interior da Síria, não conjecturando que todos os assassinatos são da responsabilidade das tropas do Governo. E os três mil policiais e forças de segurança assassinados? Por quem? Civis inocentes e desarmados? Como os “civis desarmados” na Líbia, suponho?

Se não se armar terroristas e soltá-los contra um Estado soberano, o Estado soberano não tem que se defender, pois não? Culpar a Rússia por “armar Assad” é ​​tão ridículo quanto não aceitar a culpa por armar terroristas dentro da Líbia e na Síria e não aceitar a responsabilidade total para tudo que eles fizeram e continuam a fazer. A Rússia tem tropas no chão, na Síria? Não? Então, por quê o ocidente tem, e por quê tiveram tropas na Líbia?